Formulário de Busca

8 ou 80

ter, 24/08/10
por Julia Duarte |
categoria Vida

Sempre escuto que o melhor caminho é o do meio, nem tanto lá, nem tanto cá. O equilíbrio é o que quase todo ser humano busca. Quase todos, porque quem não busca é considerado fora da curva, louco ou qualquer coisa do gênero.

Chegar até onde os outros já foram é fácil, difícil é ser diferente. Difícil é fazer o que ninguém faz. Tem também aquela máxima de que se você continuar fazendo as mesmas coisas continuará a obter os mesmos resultados e por aí vai.

Você conhece seus limites? Consegue reconhecer que foi além? Ok, isto não é equilíbrio, mas é só ser inteligente e não continuar sem direção, desenfreado como uma Kombi sem freio na ladeira. É burro ir além, não? E tem mais, perigoso para sua saúde mental.

Reconheceu que passou do ponto? Se sim, sorte sua. Agora você não precisa mais de equilíbrio, só precisa saber o que fazer a partir daí e agir. Para mim isso é o que chamam de 8 ou 80. Tudo ou nada. Esquenta ou esfria de vez. Morno dá ânsia de vômito. Morno não dá nem para fazer chá.

Na saúde e na doença

qui, 19/08/10
por Julia Duarte |
categoria Amor

O pai de um grande amigo está doente. Hoje meu irmão me ligou chateado para contar que estava no hospital, que a situação está difícil. A voz dele estava embargada, não conseguia falar direito.

Eu não estou aqui para escrever sobre a doença e sim sobre o amor. Vejo por aí que é muito fácil ficar próximo das pessoas que sorriem. Difícil é você permanecer ao lado de quem não está bem, seja fisicamente, economicamente ou espiritualmente. É jogo para poucos, a maioria desiste nos primeiros obstáculos.

Já vi casamentos terminando por falta de paciência, por não saberem esperar. Quando tudo que o casal poderia fazer era dar outra chance à vida. As pessoas não esperam o tempo passar, não tentam. Desistir parece sempre ser o caminho mais fácil. Dignos de admiração são aqueles que tropeçam, resistem e seguem em frente.

Quando perguntei sobre a mãe do nosso amigo meu irmão respondeu: “ela estava lá, em pé, firme ao lado da cama”. Fiquei muda e imaginei a cena daquela senhora linda e pequena, mostrando toda sua fortaleza ainda que esteja passando por uma situação complicada. Ela sabe que esta, talvez, seja a situação mais difícil que já passou em tantos anos de casada. E meu irmão me disse: “isso é casamento, isso é estar com alguém de verdade.”

Para os que desistem fácil, este casal é um exemplo, eles não estão olhando na mesma direção só porque a televisão está ligada. Juntos são uma multidão. Juntos na saúde e na doença. Para isto, só temos um nome: amor.

Monogamia

qui, 12/08/10
por Julia Duarte |
categoria Monogamia, Traição

Este final de semana passei horas dentro do carro viajando. Vi uma placa na estrada que me deixou pensando e nela estava escrito: “Mantenha o foco para não se distrair”. Claro que falavam para prestar atenção ao volante para evitarmos acidentes.

A placa me fez pensar em monogamia. Antes de começar a falar qualquer coisa, acredito em relações monogâmicas, acredito em casais que são fiéis (apesar de hoje em dia isso ser considerado papo careta).

Isto posto, devo dizer: monogamia é esforço, não é algo natural do ser humano. Você gosta de alguém, essa pessoa te basta, mas isso não significa necessariamente que você será monogâmico. Exagerei?

Tenho muitos amigos que dizem, “ mas foi só sexo, ela não significa nada para mim”. A mulher não entende porque para ela, fazer sexo tem envolvimento emocional (mesmo que ela negue e diga que só quer sexo – não é verdade). Então se sua mulher te trair, não é só sexo, ela já está gostando de outra pessoa e, você, se não dançou, vai dançar.

Sou monogâmica, mas devo esclarecer, com esforço e foco para não me distrair. Senão, já era.

Os aeroportos e o amor

ter, 29/06/10
por Julia Duarte |
categoria Amor

A cena inicial e a cena final do filme “Simplesmente amor” se passa dentro do aeroporto de Heatrow, em Londres. Ali eles mostram que o amor está em todos os lugares. Gente se reencontrando e gente se despedindo.

Eu, pessoalmente, tenho certo pavor de aeroportos. Não por medo de avião, mas por medo das despedidas. Sou péssima em dizer adeus para quem quer que seja e, por este motivo, já tive o pior dos mundos dentro de aeroportos. A respiração diminui, o ar fica rarefeito e as lágrimas são impossíveis de serem contidas.

Depois que você se despede de alguém, fica lá, sozinha, horas, cercada de comida ruim, esperando pelo voo que demora uma eternidade. Fora que as autoridades estrangeiras não entendem o motivo do choro e acham que você seria capaz de colocar um fim na vida de 300 pessoas dentro do avião. O que está bem longe de ser real.

Na verdade é que ali você tem tempo de sobra para pensar nas suas alegrias e nas perdas. O que descobri é que o embarque e o desembarque ficam em diferentes níveis por um motivo que não inclui a engenharia. Isso acontece para quem chega feliz em um novo local não ver quem sai com o coração partido.

E é também o aeroporto que te mostra que você está mudando de direção na vida. Talvez se nunca mudássemos de direção, jamais nos apaixonaríamos. Afinal de contas as estações mudam e as pessoas entram e saem de nossas vidas. Mas é bom saber que quem se ama está sempre no coração, e se você tiver muita sorte, a apenas um voo de distância.

500 dias com ela

sex, 18/06/10
por Julia Duarte |
categoria Coração

500 dias com ela

Nada acontece do jeito que imaginamos que iria acontecer. Ainda mais quando falamos de amor. Tudo pode acontecer, até o que você não quer.

O amor e as crianças parte II

qui, 10/06/10
por Julia Duarte |
categoria Amor

Um dia meu sobrinho me pediu para comprar um Guaraná para dar para a menina que ele gostava na escola. Era festa de fim de ano e todo mundo queria ir embora. Ele veio e me falou: “você pode ficar mais um pouco aqui comigo depois que meu pai e minha mãe forem embora”. Eu fiquei, claro.

Compramos o Guaraná e eu sentei. Ele foi levar o refrigerante para a menina. Ela sorriu para ele, agradeceu e o chamou para brincar no escorregador. Ele olhou para mim (sem que ela percebesse), piscou, fez sinal de joia e foi brincar. Passei as próximas duas horas sentada olhando os dois rindo. Eles estavam se divertindo. Missão cumprida.

Porque o amor acontece entre duas pessoas?
“Eu não tenho muita certeza porque isso acontece, mas eu ouvi que isso tem algo a ver com o cheiro das pessoas. Deve ser por isso que perfume é um produto tão popular.” (Jan 9 anos)

“Eu acho que as pessoas são atingidas por uma flecha e um cupido, ou algo parecido com isso, mas o resto da história não deveria ser dolorida.” (Harlen 8 anos)

Como é o sentimento de estar apaixonado?
“É como uma avalanche em que você tem que correr pela sua vida.” (Roger 9 anos)

Quão importante é a aparência no amor e no casamento?
“Se você quer ser amado por alguém que não é sua família, é bom ser bonito.” (Jeanne 8 anos)

“Não é sempre sobre sua aparência. Olhe para mim, eu sou super bonito e ainda ninguém quis casar comigo.” (Gary 7 anos)

“Beleza é importante, mas o quão rico você é dura mais.” (Christine 9 anos)

Opiniões sobre o amor
“O amor vai te achar, mesmo que você se esconda dele. Eu tento me esconder desde os 5 anos e as garotas continuam me achando.” (Bobby 8 anos)

“Não estou com pressa de achar o amor. Estou achando a quarta série difícil o suficiente.” (Regina 10 anos)

As crianças e o amor – parte I

seg, 07/06/10
por Julia Duarte |
categoria Amor

Meu sobrinho de 7 anos acabou de descobrir (e me contar) quais são as duas coisas mais importantes que um homem deve ter para conquistar uma mulher: ser corajoso e engraçado. Para ele coragem é se jogar na água no inverno e contar piadas imitando o Chaves. O sorriso da menina que ele gosta é a prova de que está no caminho certo.

Para nós, que já crescemos um pouquinho, a regra é a mesma. Homens sejam corajosos e engraçados com as mulheres porque com o passar da idade o que muda mesmo são só os preços dos brinquedos que compram.

Achei um site sobre crianças americanas falando o que pensam sobre o amor. Leiam:

Qual é a idade certa para casar?

84 anos, porque nesta idade você não precisa mais trabalhar e pode ficar o dia todo no quarto. (Judy, 8 anos)

Quando eu sair da creche, eu vou encontra minha esposa. (Tommy, 5 anos)

O que as pessoas fazem quando tem um encontro? (para mim esta é a melhor resposta de todas)

No primeiro encontro as pessoas contam um monte de mentiras e isso normalmente as tornam interessante o suficiente para terem um segundo encontro. (Mike, 10 anos)

É melhor ser casado ou solteiro?

Para as meninas é melhor ser solteira, mas não para os meninos. Os meninos sempre precisam de alguém para limpar a sujeira que fazem. (Lynette, 9 anos)

Eu tenho dor de cabeça de pensar no assunto, eu sou apenas uma criança, não preciso deste tipo de problema. (Kenny, 7 anos)

Como fazer o amor durar?

Passe a maior parte do tempo amando ao invés de ir trabalhar. (Tom, 7 anos)

Beije muito e bem, isso talvez faça sua mulher esquecer que você não levou o lixo da cozinha para fora de casa. (Randy, 8 anos)

A vida é feita de escolhas

ter, 01/06/10
por Julia Duarte |
categoria Desafio

Assisti ao último episódio de Grey´s Anatomy. Um atirador entra no hospital para matar os três médicos que ele responsabiliza pela morta de sua esposa.

Claro que ele sai atirando para todos os lados, o hospital é evacuado e quase todos os personagens principais morrem ou são baleados. A conversa final do atirador acontece com o ex-chefe do hospital e eles falam sobre escolhas.

Resta uma bala no revólver e o atirador tem que fazer a escolha: ele ou o chefe do hospital. Um dos dois não sairá vivo daquele quarto do hospital. Estamos cansados de saber que a vida é feita de escolhas. É o tipo de frase que você já ouviu muitas vezes na vida. Que temos que fazer escolhas é muito óbvio, por vezes, as fazemos ligados no piloto automático. Fazemos e não percebemos, mas não são estas que importam.

O chefe então diz que já se sentiu arrasado, que já foi ao fundo do poço e voltou, que viveu uma grande vida, teve alegrias, paixões e um grande amor e que não tem medo de morrer e pergunta para o atirador: “você tem?”

O atirador se assusta com as palavras. O chefe continua: “a morte para mim não é justiça e sim o fim da minha bela jornada.

Não é novidade, a vida humana é feita de escolhas. Sim ou não. Entrar ou sair da vida de alguém. Escolher entre dois amores. Ser herói ou covarde. Lutar por alguém ou desistir.

Viver tudo que há pra viver ou morrer por dentro porque não consegue escolher? Viver ou morrer, essa é a escolha que importa. Infelizmente ela não está sempre em nossas mãos.

Amor extraordinário

sex, 28/05/10
por Julia Duarte |
categoria Amor

Converso com uma amiga e ela me conta que está dividida sobre o que fazer da vida, para que lado seguir. Está confusa porque parece gostar de duas pessoas ao mesmo tempo e não sabe o que fazer.

Então falo para ela que o dia que eu percebi que realmente amava um ex-namorado foi quando falei que seria capaz de doar um rim para ele. Ela me contou que um namorado falou para ela que seria capaz de entrar na frente dela se ela fosse tomar um tiro. Comparações esquisitas quando falamos de amor, não? Mas isso é amar alguém, é saber que você seria capaz de qualquer sacrifício. Além de claro, achar que a pessoa é a melhor parte do seu dia.

Acho incrível poder gostar de uma pessoa, de duas então e com grande intensidade é quase insano. Falo para ela que o rosto dela se ilumina quando ela fala sobre um deles, o outro parece que ela tenta apenas entender. Quando falamos de amor não há nada a ser entendido e sim sentido. Quando você passa mais tempo pensando do que sentindo algo está errado. Ela entendeu a mensagem e parece que já sabe para que lado ir, porque perder pode significar ganhar.

A conclusão é uma só: ao menos que seja um amor louco e apaixonado, um amor extraordinário é perda de tempo. Há muitas coisas medíocres na vida e o amor não deve ser uma delas. Amor de verdade tem que valer pelo menos um rim ou um tiro.

A espera da paixão

qua, 26/05/10
por Julia Duarte |
categoria Paixão

Dizem por aí que a paciência é uma das maiores virtudes que um ser humano pode ter. Você tem paciência? Consegue esperar?

Eu sou paciente só quando sei que vou conseguir o que quero, aí não tenho problema nenhum em esperar. Saiu disso, a ansiedade chega.

E quando nos apaixonamos? Ficamos sentados esperando a vida acontecer? Ficar sentado sem fazer nada é deixar as oportunidades passarem. E cá pra nós, não fazer nada é para covardes, gente que tem medo de ser feliz.

Quando a paixão está ali, olhando para você, te vendo desorientado e contente ao mesmo tempo ela está te mostrando que veio para ficar. Não vai abandonar seu barco tão cedo. E tudo que você pode fazer é esperar porque ela depende também do outro corresponder. Esperar é infinitamente chato enquanto se entregar a paixão é infinitamente fascinante.

Ai, penso que escritora Martha Medeiros fala que benditos são os que conseguem SE deixar em paz. Você consegue?



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