Brilho eterno de uma mente sem lembranças

Julho 2nd, 2009 by Julia Duarte

Cientistas americanos e canadenses afirmaram ter descoberto uma forma de amortecer o impacto de memórias negativas no cérebro de uma pessoa. O tal medicamento chamado “droga do esquecimento” bloqueia as memórias indesejáveis, deixando as outras existentes intactas. Testes estão sendo feitos para verificar a possibilidade do medicamento entrar no mercado.

Muitas vezes com o fim de um relacionamento dá vontade de apagar os momentos que nunca deveriam ter existido, normalmente a parte infeliz. Aquilo que vai nos incomodar para sempre. Sabe aquele estresse pós-traumático de um fim de caso? Seria apagado com o novo medicamento. Você já quis que alguém desaparecesse da sua memória? Se sim, existe a possibilidade de sentir falta amanhã de algo que te repugna hoje?

O filme “Brilho eterno de uma mente sem lembranças” fala disso. O casal Joel e Clementine terminam o namoro. Ele vai à clínica do Dr. Howard fazer uma espécie de “lobotomia”, pois deseja apagar as partes ruins deste relacionamento. Acontece que no meio do procedimento, ele relembra a parte boa, as risadas, as noites em que trocaram carinhos, segredos e as bobagens típicas de casais apaixonados. Com essas lembranças, também surgem as dúvidas. Ir adiante no procedimento de apagar as memórias ou não.

Terminar um relacionamento requer certa genialidade das partes. As pessoas ficam desorientadas e perdidas. Não há bússola que resolva. É difícil descrever ou compartilhar com os outros o que se sente. É algo pessoal e intransmissível. Tal qual o amor.

Os fins de caso deveriam nos tocar mais o coração do que as lágrimas que descem pelos rostos. No fundo, nós somos quase todos iguais, apenas humanos, temos as mesmas dificuldades em dizer “Eu te amo”, “Não se vá” ou “Está difícil te esquecer”.

Se te fosse dada esta possibilidade, você apagaria a parte ruim de algum relacionamento da sua mente?

Casar por amor?

Julho 1st, 2009 by Julia Duarte

Um dos livros de relacionamento mais vendidos nos Estados Unidos se chama “Smart Girls Marry Money”. As duas autoras pedem para as leitoras começarem a se preocupar com o bem-estar delas e não com o amor.

Casar por amor é furada, segundo elas. Elas contam como as mulheres foram deixadas para trás porque pensam nos sonhos românticos e não no próprio bem-estar. As mulheres espertas supostamente se casam com homens financeiramente bem sucedidos.

A ideia geral é essa: case por dinheiro se você for esperta. Pense no seu bem-estar financeiro – em outras palavras isso pode ser traduzido como muitos dólares na conta e bom senso feminino.

Alguém concorda com as autoras do livro?

Quebra-cabeças emocional

Julho 1st, 2009 by Julia Duarte

Todo mundo já montou alguma vez um quebra-cabeças, certo? Segundo o dicionário é um jogo onde o jogador deve resolver um problema proposto. Ali o raciocínio é mais importante do que a agilidade e a força física. Você junta todas as peças com cuidado. Uma a uma, pensando no encaixe que vai dar a elas.

Começa pelas beiradas porque é o método mais fácil. Separa tudo por cores e vai montando o meio até chegar ao fim. Penso, então, nos quebra-cabeças emocionais dos relacionamentos. Algumas histórias não têm o começo muito claro, meio e fim. Por isso, às vezes montamos 999 peças e falta a milésima.

Quando você olha o conjunto da obra parece que não fez nada, apesar de já ter percorrido um longo caminho. Infelizmente, a peça que está faltando é a que mais chama atenção, mesmo com a paisagem geral bem bonita.

Você se esforça para achar a peça que perdeu, tenta fazer uma peça fake, mentir para você mesmo para ver se melhora o visual da obra, mas não adianta. Fica incompleto, até a peça que falta ser achada e tudo se encaixar.

É tarde demais

Junho 20th, 2009 by Julia Duarte

Uma das piores frases que alguém pode ouvir na vida é esta: é tarde demais.

Você está ali, querendo ficar com alguém ou deixando de ficar por que apesar de ser o amor mais doce que já se pôde ter na vida, quanto mais tentamos, mais tristeza vai aparecer.

A vontade de fugir é gigantesca, dá vontade de ficar longe, ir embora o mais rápido possível para ver se aquilo pode ser arrancado de dentro do peito ou sumir. Como num passe de mágica.

Quando você não puder, por qualquer motivo que seja, apagar as luzes e encerrar o seu número do show, tudo que lhe resta fazer é guardar o amor. A gente sangra por dentro, mas por fora fica sem reação. Fazemos uma cara blasé para esconder o que está nos consumindo por dentro.

A verdade é que ficar com alguém que não deveríamos é fazer da vida uma grande mentira. E cá entre nós, o amor nunca pode ser uma mentira. Como você pode amar alguém se não pode manter a pessoa ao seu lado?

Quando não existe outro jeito de fazer as coisas acontecerem, ou porque as pessoas não querem ou porque não podem, devemos deixar a vida acontecer por si só. Não dá pra deixar o fogo interno nos enlouquecer sem pensar nas conseqüências. Ou dá?

Eu acredito que não dá, é tornar a vida uma grande mentira sem necessidade. Mas pensando bem, a pior ou melhor frase de todas é esta: é tarde, mas nunca é tarde demais. A frase é o prenúncio do triunfo da esperança sobre a experiência.

Romance ideal

Junho 17th, 2009 by Julia Duarte

Escuto no rádio a música Romance ideal, dos Paralamas do Sucesso. Gosto particularmente da frase que diz “eu pagando pelos erros que eu nem sei se cometi”. Quantas vezes nos culpamos por erros que nem cometemos? E que nem sabemos se vamos cometer.

Segundo a música, o romance ideal é aquele que faz a gente enlouquecer. Penso então, que nosso estado emocional pode ser como a temperatura em São Paulo, mudar sem aviso prévio. Um dia você acorda, repara em alguém e pronto, o coração começa a bater mais forte. As condições climáticas também mudam, sem avisar. Meteorologistas erram e acertam. Nós também. Por vezes, acredito que erramos quando queremos muito acertar.

Romance bom faz o coração bater mesmo, assim como o pânico. Sentir pânico pode parar o coração dentro do seu peito. Em algumas situações é difícil mantê-lo estável, lento, calmo, normal, sem confusões.

Precisamos fazer o danado parar de pular, batendo duas vezes mais rápido para ficar no mesmo lugar, porque espera o anúncio de algo ruim. O ser humano não está acostumado a aceitar a felicidade facilmente, espera pelo pior. A partir daí, o que vier é lucro.

O coração que de tanto bater está quase a ponto de parar, pode mostrar a antecipação de algo mais completo ou algo que não queremos ver. Mas enquanto você não sabe se aceita a chance de enlouquecer tudo pode ser bem divertido. Até que alguém se machuque.

Primeiro encontro perfeito

Junho 15th, 2009 by Julia Duarte

Li no site de relacionamentos Handbag (Inglaterra) quais são as melhores opções para um primeiro encontro perfeito. Achei que era pegadinha, uma vez que as opções eram bem meia boca e também pelo fato de não existir nada perfeito na vida.

Vamos lá, o site é sério e eu também não brinco em serviço. Eu só não posso perder a oportunidade de fazer piada.

Ir ao cinema

Clichê total. Cinema é feito para o momento em que você já está pra lá de confortável ao lado da pessoa e quando os silêncios deixam de ser algo constrangedor. Você não vai ao cinema para conhecer melhor uma pessoa, vai? Nem para conversar, eu espero.
Tá, tem um ponto positivo. O local é escuro.

Andar de patins

Tinha que ser coisa de gringo. Andar de patins é bacana sim, mas você vai cair, pode se machucar e o encontro acabar no hospital (ainda mais se você nasceu com duas pernas esquerdas, como eu que tropeço em sombra). How romantic!

Café da manhã

A não ser que você tome álcool pela manhã, sair de casa pra tomar café da manhã não dá. Com algum amigo tudo bem, possível pretendente, não né!?

Andar de bicicleta

Andar de bike aqui no Brasil você vai ficar suando como uma porca nojenta. Mulher, no mínimo, quer ficar bonita e cheirosa no primeiro encontro. A bike pode sim vir depois porque é divertida. A dica que eles dão no site é que de bicicleta você não precisa arrumar conversas. Poxa não quer conversar com a outra pessoa fica em casa, não a chame para sair.

Sair para comer doce

Não sei com vocês, mas o moço que fizer isso comigo passa vergonha ou vai me achar compulsiva. Como um pote de Nutella inteiro, sem parada, sem culpa e sem passar mal. Depois ainda tenho coragem de comer um pote de sorvete. Quem não me conhece vai achar que tenho distúrbio alimentar.

Ir ao zoológico

Lá há muitas coisas para verem juntos e conversarem, escreveram no site. Ãhh? Alguém pode me explicar isso? Falar sobre o que? Que o Chuck Norris deu um chute numa girafa e esse é o motivo delas terem aquele pescoço?

Explosão de emoções

Junho 9th, 2009 by Julia Duarte

Assisto a um episódio de Sex and the City e Carrie, a personagem principal, acabou de conhecer um moço dentro da editora que vai publicar o livro dela. Eles combinam de conversar fora do prédio para ele explicar todos os procedimentos do lançamento do livro. Festa, noite de autógrafos, viagens e tal.

Já na rua, tomam milk shake, falam sobre bobagens interessantes, dão sorrisos e risadas. Ela pensa que está tendo um primeiro encontro perfeito. Isso tudo porque aquilo é um encontro casual, não tem o peso de primeiro encontro.

Num dado momento ela o convida para a festa de lançamento do livro. Ele diz que não pode ir porque a namorada está chegando com a família na cidade. A cara dela ao ouvir a palavra namorada é desconcertante. Depois, sentada com as amigas, ela comenta o fato. Diz que a cada frase que ele soltava era como se uma bomba estivesse explodindo. Eu namoro. Bum. A família da minha namorada está chegando à cidade. Bum.

Ela pergunta para as amigas: “ele precisava ser comprometido?”. E explica o motivo da decepção, “I never sparkle”. Sparkle em inglês significa brilho. Aquilo que podemos chamar de borboletas no estômago. Aquele brilho no olhar quando nos interessamos por alguém. Difícil sentir isso por qualquer pessoa.

Ela fica confusa pela impossibilidade de viver aquela história porque todos os elementos estão presentes: a química, o intelectual, a pele. Sei que depois a história deles acaba acontecendo, mas no calor das emoções, qual é a melhor saída quando nos interessamos por alguém comprometido?

A dor física

Junho 5th, 2009 by Julia Duarte

Todo fim de caso traz dor, todo mundo fala da dor que sente no coração ou até mesmo o vazio que fica na alma. A dor física é difícil de ser explicada.

Penso então nos médicos - aqueles seres fantásticos que curam as dores do corpo - eles dão aos pacientes os fatos. O paciente só quer saber se a dor vai passar, se pode ter esperança. A verdade é que quando o corpo nos trai, trazendo toda a dor de um fim de amor, toda ciência é inútil.

Há aqueles que acreditam no amor ridículo, daqueles difíceis de achar. Um amor que consome, do gênero can´t live without each other (não achei frase melhor em português). Às vezes a gente pensa que encontrou este tipo de amor, mas o amor não está onde a gente procura e cometemos erros.

Assim como um paciente doente, nos agarramos à esperança de que a dor vai passar. É o que nos resta. No meio do caminho vale agradecer por tirarem ou por temos tirado algumas pessoas de nossas vidas. A verdade será sempre a mesma é uma só: dói, mas passa.

Jogue o jogo

Junho 1st, 2009 by Julia Duarte

Uma amiga me conta que saiu com um moço e ficou curiosa e interessada para saber mais sobre ele. Inicio de qualquer coisa é sempre do mesmo jeito. Quem vai ligar primeiro? Quem vai ceder? Quem vai deixar alguns dos desejos expostos?

Eu sou muito a favor do estou com vontade e você também e então vamos nessa ver o que vai dar. Mas na vida real infelizmente não é assim que acontece. Tem todo um jogo de cena para mostrar o interesse em alguém. Poderia ser mais simples, não é.

Dar a cara à tapa traz temores, você corre o risco de ser rejeitada (o). E vamos falar a verdade, ninguém gosta de rejeição. Você fica ali ensaiando, pega o telefone digita uma mensagem e apaga. Escreve e-mail e acha que não está bom. Põe palavra e tira. Quer ceder, mas não pode mostrar muito interesse. Todos nós somos programados para a caça? Se for assim, isso supostamente demanda algum esforço como treinar a melhor tacada antes de se movimentar.

Um velho amigo do meu pai costuma dizer que treino é treino e jogo é jogo. Bom jogador não pode afinar na hora da decisão. Cabe a nós fazer nossa parte bem feita e jogar o jogo?

A curiosidade matou o gato

Maio 29th, 2009 by Julia Duarte

Estou com a revista Wired em mãos e fizeram um termômetro para saber o lado bom e o ruim do Google. O termômetro deles começa na filantropia – lado bom e termina na censura – lado negro.

A importância do Google é tão grande que virou verbo inserido no vocabulário e nos dicionários em inglês. Você Google alguma coisa. “Google it”, como eles dizem.

Quantas vezes você já deu um Google no nome de alguém que está interessado (a)? Eu não sei se é a melhor forma de saber algo sobre alguém, mas que dá para descobrir algo por ali dá.

A invasão de privacidade ficou grande, além do site de busca, temos o Orkut, o Facebook ou ainda a chance de virar um stalker e seguir alguém no Twitter. No Orkut as pessoas começaram a bloquear tudo e apagar recados, evitando a invasão total de privacidade, ali é só é mostrado o que você quer. É um bom lugar para pesquisar pessoas que você está interessado porque está cheio de mensagens subliminares. A sabedoria dessas redes de relacionamento consiste em usá-las ao seu favor.

Já o Google é aleatório, tudo que você já fez e leva seu nome está lá. Você não tem como esconder, não tem como apagar, não tem controle sobre aquilo. Assustador, não?

A curiosidade matou o gato é um ditado popular usado para alertar uma pessoa de que um mal pode ocorrer se ela for muito curiosa. Eu acho que a maior virtude de um ser humano talvez seja a curiosidade, mas normalmente as coisas que as pessoas mais querem saber nunca são da conta delas.