qua, 03/02/10
por Julia Duarte |
Grey´s Anatomy é um seriado médico, mas eles passam a maior parte do tempo lidando com relacionamentos amorosos. Ninguém tem mais problemas do que aqueles médicos. Para os internos, a chave do sucesso vem de tudo aquilo que desistem. Sono, amigos, namoro, vida normal. Sacrificam tudo pelo momento em que poderão legalmente se tornar cirurgiões.
Na nossa vida também é assim. Certos dias fazem os sacrifícios parecerem que tudo vale a pena. Mas há aqueles dias em que tudo parece ser um grande sacrifício. Tem também aqueles sacrifícios que você nem consegue entender porque está fazendo e faz. Não só por você, mas por outra pessoa também.
Um homem sábio disse uma vez: “você pode ter qualquer coisa na vida, se sacrificar todo o resto por isso”. O que ele quis dizer é quem nada na vida vem sem um preço. Nada. E é aqui que o ser humano vacila. Pagar o preço ou não?
Então, antes de ir para a batalha, melhor decidir o quanto você está disposto a perder. Muitas vezes ir até aquilo que é gostoso significa abrir mão do que sabemos que é certo. Deixar alguém entrar significa abandonar os muros que passamos a vida toda construindo.
Claro que os maiores sacrifícios são aqueles que não esperamos. Tanto não esperamos que não temos tempo para criar uma estratégia, para escolher um lado ou medir uma perda. Quando isso acontece, quando a batalha nos escolhe e não o contrario, é aí que o sacrifício pode ser mais do que podemos suportar.
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dom, 19/07/09
por Julia Duarte |
Assisti um episódio de Sex and the City chamado No if, and or but (Sem ‘se’, ‘e’ ou ‘mas’). Ali as mulheres relatam o primeiro encontro com diferentes homens. Algumas adoram o frio na barriga. Outras detestam.
No episódio elas questionam: qual é a razão das pessoas continuarem a encarar o horror de um primeiro encontro? Primeiro encontro com alguém tem muita coisa acontecendo ao mesmo tempo. Tem a curiosidade em relação ao outro. Tem a ansiedade de não saber se o papo vai ser bom, se o feromônio – aquele hormônio que faz a química entre duas pessoas acontecer – vai entrar em ação ou não.
O fato é que encarar sair com alguém pela primeira vez é assustador e é delicioso. Eu acho que uma das razões porque continuamos a fazer isso é a possibilidade de receber beijos com gosto de quero mais. Você sabe que as coisas funcionaram quando não precisa pensar nas condicionais “se”, “e” ou “mas” quando pensa na outra pessoa. Quando estes elementos não entram em campo as coisas simplesmente acontecem.
Quando algo é bom, você pensa que pode ter um pouco mais daquela sensação. Mas coração dos outros, como diz minha avó, é terra desconhecida, a gente nunca sabe se vai passar por lá. E não força o caminho.
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ter, 07/07/09
por Julia Duarte |
Almoço com dois homens e prometi que ficaria ali só ouvindo eles conversarem. O papo surge meio do nada um explicando para o outro o drama que uma moça está fazendo após terminar um namoro. Ele fala: “ela é mulher tipo Sex and the City”. O outro concorda com a cabeça na mesma hora.
Eu achei que aquilo era algum tipo de código genético masculino que só eles estavam programados para entender. Não entendi e tive que perguntar. Eu juro que ia ficar quieta, não agüentei.
“O que é uma mulher tipo Sex and the City?”, pergunto. Só para esclarecer, como viciada em seriados americanos já assisti as seis temporadas e vamos dizer que tenho alguma propriedade para falar do assunto já que sou mulher também.
Escuto como resposta: “é a mulher que faz drama”. Minha dúvida era: qual mulher não faz?
Quando eu disse que todas as mulheres fazem drama achei que poderia ser linchada. Esqueço que não posso generalizar as coisas, universo feminino é algo complicado. Mas na média geral, tanto no seriado quanto na vida real rola drama sim, quase sempre. Mulheres são as rainhas do drama.
Eu, aqui no meu Universo paralelo, revelo uma queda para o drama, mas prefiro o jogo aberto. Minha dúvida agora é a seguinte: precisamos do drama para fazer uma relação funcionar ou desandar?
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qui, 28/05/09
por Julia Duarte |
Assisti a um episódio de Sex and the City e a personagem principal Carrie está em um relacionamento em que tudo ocorre suavemente. Ela começa a acordar no meio da noite procurando por algo errado. Contas a pagar, prazos esquecidos, problemas na relação ou qualquer coisa que justifique o susto de acordar enquanto o namorado dorme tranquilamente ao seu lado.
Ela já tinha terminado uma relação e sofrido pacas (quem nunca passou por isso?). Então, ela sempre acha que algo está na eminência de dar errado. Tem gente que é assim mesmo, o relacionamento funciona, mas está tão acostumado a caçar que fica procurando icebergs escondidos, prontos para ver seu Titanic afundar.
Fiquei pensando, quando tudo está em ordem com o que vamos nos preocupar? O ser humano não sabe ficar sem fazer nada. Só contemplando. O que você faz nos dias em que acorda e tudo está em ordem e na mais perfeita paz?
Acho que cabe a nós não reclamar, não procurar pelo em ovo. Se seu coração está aberto, ele sempre vai achar o caminho certo. Quem sabe o que é tristeza se acostuma facilmente com a felicidade.
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qui, 09/04/09
por Julia Duarte |
Assisti um episódio de Sex and the City chamado “No if, and or but”(Sem ‘se’, ‘e’ ou ‘mas’). Ali as mulheres relatam o primeiro encontro com diferentes homens. Algumas adoram o frio na barriga. Outras detestam.
No episódio elas questionam: qual é a razão das pessoas continuarem a encarar o horror de um primeiro encontro? Primeiro encontro com alguém tem muita coisa acontecendo ao mesmo tempo. Tem a curiosidade em relação ao outro. Tem a ansiedade de não saber se o papo vai ser bom, se o feromônio – aquele hormônio que faz a química entre duas pessoas acontecer – vai entrar em ação ou não. O fato é que encarar sair com alguém pela primeira vez é assustador e é delicioso.
Eu acho que uma das razões porque continuamos a fazer isso é a possibilidade de receber um delicioso beijo de boa noite com gosto de quero mais. Você sabe que as coisas funcionaram quando não precisa pensar nas condicionais “se”, “e” ou “mas” quando pensa na outra pessoa. Quando estes elementos não entram em campo as coisas simplesmente acontecem.
Quando algo é bom você pensa que pode ter mais daquela sensação. Mas coração dos outros, como diz minha avó, é terra desconhecida, com ou sem frio na barriga a gente nunca sabe se vai passar por lá. E não força o caminho.
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seg, 09/03/09
por Julia Duarte |
Assisto a um episódio de Grey´s Anatomy que deveria se chamar “A vida é feita de escolhas”. Os médicos do hospital farão transplantes de rim em seis pessoas ao mesmo tempo.
O moço casado irá receber o órgão de uma doadora. A mulher diz ao marido que a moça é muito caridosa, altruísta e blá blá blá em passar o resto da vida sem um de seus rins. A moça se irrita e conta que é amante do marido dela. Pronto, circo montado. Por serem compatíveis – o doador e a moça – a cirurgia acontece.
Depois da cirurgia a moça está no quarto chorando e fala para a enfermeira: “ele não veio aqui, ele não me ligou, ele não perguntou por mim, ele não me procurou mesmo depois de eu ter feito tudo que eu fiz por ele. Ele ainda não fez uma escolha.”
Calmamente a enfermeira olha para ela e lhe dá uma alta dose de realidade quando fala: “se ele não te procurou significa que ele fez sim uma escolha”.
Achei a cena sensacional. A frase simples e de efeito resolveu o problema e o choro parou. O próximo passo dela talvez seja aprender o significado da palavra resiliência – aquela capacidade de se recuperar depois de uma perda. O moço operado fez sim uma escolha, talvez não a que ela quisesse, mas ele fez a escolha de não procurá-la.
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qua, 25/02/09
por Julia Duarte |
Vejo aleatoriamente um capítulo do seriado Brothers&Sisters, não sei o nome de nenhum personagem, mas dá para entender que a mãe ajuda os filhos a saírem das maiores enrascadas. Claro que todo mundo no seriado tem problemas.
Uma das filhas namora um senador lindo de morrer que quer se casar com ela. Ela não sabe se quer, está com dúvidas. Então, inventa que não concorda com o contrato pré- nupcial que a equipe dele elaborou. Se afasta e vai viajar.
A mãe promete que não vai dar palpite. Nos minutos finais ela não se agüenta e solta para a filha: “você tem fobia de compromisso e já está na hora de lidar com isso. Você tem que ter fé que vocês vão funcionar como um casal. Você gosta dele e tem que ter fé por você e por ele.”
A filha volta da viagem e quer encarar a fobia de frente. Ao encontrar o namorado diz que não se importa em assinar o contrato. Fala que quer ir adiante. Ele diz que o contrato não é importante porque ele sente algo mais importante do que isso: fé. Pelos dois.
Achei a cena e as palavras dele totalmente comoventes, mas fico aqui pensando, dá mesmo para ter fé por dois ou neste quesito é cada um na sua?
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qui, 12/02/09
por Julia Duarte |
Costumamos ouvir que o tempo voa e que não espera por ninguém. Concordo com a primeira afirmação, com a segunda não.
Assisto a um episódio de Grey´s Anatomy e a relação vai e volta de Meredith e Derek está no momento vai e parece não ter volta. Ela está com outro. Ele está com outra. Tudo parece estar resolvido entre eles.
Porém, durante uma festa de fim de ano do hospital eles se encontram e ficam juntos novamente. Nenhum dos dois esperava por isso e é justamente o inesperado que muda a vida. O que já esperamos não traz reviravoltas e nem um final onde tudo já parece traçado. É no momento em que a gente aprende a ficar em pé de novo que somos derrubados. Vamos a nocaute, ficamos no chão.
Quando a ferida é leve, temos sorte. Usamos um band aid e tudo se resolve. Quando a ferida é mais profunda, exige algo que vai além de um simples curativo. Exige paciência.
Quando pensamos no tempo tudo que queremos é ter mais tempo. O tempo espera sim pelas pessoas que amamos. O tempo cura todas as feridas. Mas é preciso deixar o tempo passar para podermos crescer, para podermos ver novos horizontes. É preciso tempo, principalmente para levantar do chão e começar tudo de novo.
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seg, 10/11/08
por Julia Duarte |
Sou viciada em seriados americanos. Acho difícil eleger o predileto. Eles são como filhos, é difícil gostar mais de um do que do outro, apesar de sabermos que isso acontece nas melhores famílias.
Meu predileto é Friends. O motivo? O poder e a força das amizades em nossas vidas. Lembro a primeira vez que assisti a um episódio e ouvi a música de abertura. “I will be there for you, because your where there for me too”. Eu estarei lá por você, porque você também estava lá por mim. Isso é o que amigos fazem. Ficam ao seu lado nas horas boas e, principalmente, nas ruins.
A vida nem sempre nos faz sorrir e amigo é aquele que fica. No matter what (não achei expressão equivalente tão boa em português). Aquele que está ali quando a vida não é um mar de rosas. Concordo que alguns amigos vêm e vão, mas outros ficam eternamente. A gente pode não se ver todos os dias, mas sabemos-nos lá. A cada reencontro a amizade se renova e nos dá a sensação de “parece-que-foi-ontem”.
Quando um amigo se vai é como uma peça de cristal quebrada. A confiança de anos é levada para algum lugar secreto e a gente não sabe se vai conseguir recuperá-la. Você sabe que tem outros amigos. Você volta a sorrir pra vida. Aí um belo dia você vê um filme e quer pedir para o seu amigo assistir porque sabe que ele vai amar e não pode, porque ele não quer falar com você. Isso dói. Nessa hora você lembra que não importa o quanto algo está te ferindo. Deixar passar, às vezes, pode ferir mais ainda.
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sex, 10/10/08
por Julia Duarte |
Um dos episódios do seriado Sex and the City que mais gosto está na primeira temporada. Carrie, a protagonista, está interessada em Mr. Big. Eles se encontram o tempo todo por Nova York, mas nunca acertam os ponteiros.
Uma hora ela está acompanhada, outra hora é ele. O desencontro amoroso dos dois se estendeu por seis temporadas e rendeu um filme. Na vida real, às vezes, é assim também. Há desencontros, a vida das pessoas segue por caminhos diferentes. Um belo dia você acorda e o reencontro está ali, batendo na sua porta.
Pode ser sem querer, mas você pode reencontrar alguém por querer. É a vida sinalizando que tem algo ali. Voltando ao seriado, neste episódio, Carrie encontra Mr. Big sentado em um café fazendo palavras cruzadas. Eles conversam, ela responde para ele a palavra que estava faltando. Ele a convida para jantar.
Com a vida também é assim, de repente você encontra alguém. Novos começos. Novas charadas. Como uma página de palavra cruzada, nunca é fácil. A diferença é que nas palavras cruzadas a resposta está na última página e na vida você nunca terá a certeza absoluta de que deu as respostas certas.
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